As brasileiras subiram ao lugar mais alto do pódio nas finais de cinco bolas e da série mista, disputada com três arcos e dois pares de maças. Nas duas apresentações, o conjunto recebeu a mesma nota: **29.450 pontos**.
O conjunto brasileiro convocado para o Mundial foi formado por Julia Kurunczi, Maria Eduarda Arakaki, Maria Paula Caminha, Mariana Vitória Pinto, Nicole Pírcio e Sofia Madeira, sob o comando da treinadora Camila Ferezin. Em cada série, cinco ginastas entram no tablado.
Ouro nas cinco bolas com melhor nota da temporada
O primeiro título veio na final de cinco bolas. Embalado por “Feeling Good”, na interpretação de Michael Bublé, o Brasil fez uma apresentação praticamente sem falhas e recebeu 29.450 pontos, a maior pontuação da temporada na prova.
A nota superou os 29.250 pontos alcançados pelas brasileiras durante o Campeonato Pan-Americano, realizado em junho, no Rio de Janeiro, que até então representava a melhor marca da equipe em competições internacionais em 2026.
No Mundial, o desempenho colocou o Brasil à frente de duas potências da modalidade. A China ficou com a medalha de prata, com 28.900 pontos, enquanto a Bulgária conquistou o bronze, com 28.400.
O resultado ganhou ainda mais importância por colocar o Brasil, pela primeira vez, no topo do pódio mundial de uma final por aparelhos de conjunto.
Brasil repete nota e leva segundo ouro
Pouco tempo depois, as brasileiras retornaram ao tablado para a final da série mista, com três arcos e dois pares de maças.
Ao som de “Abracadabra”, de Lady Gaga, o conjunto voltou a executar uma série de alto nível e novamente recebeu **29.450 pontos**.
A Espanha terminou em segundo lugar, com 29.050 pontos, e a Bulgária completou o pódio com 28.750.
O resultado teve um significado especial porque, no Mundial de 2025, realizado no Rio de Janeiro, o Brasil já havia conquistado uma medalha de prata histórica no conjunto geral, mostrando a evolução da modalidade no país.
Campanha histórica também garantiu vaga olímpica
Os dois ouros fecharam uma campanha ainda maior da Seleção Brasileira em Frankfurt.
No sábado (15), o Brasil já havia conquistado a medalha de bronze no conjunto geral, com 55.500 pontos, resultado que garantiu ao país uma vaga antecipada nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
A Espanha foi campeã do conjunto geral, com 57.450 pontos, enquanto o Japão ficou com a prata, com 56.700. O Brasil terminou em terceiro.
Com isso, a delegação brasileira encerrou o Mundial com três medalhas no conjunto: dois ouros nas finais por aparelhos e um bronze na prova geral.
De 26ª do mundo ao topo
A treinadora Camila Ferezin destacou a transformação vivida pela ginástica rítmica brasileira ao longo dos últimos anos.
“Quando assumi a seleção brasileira, éramos a 26ª equipe do mundo. Existia um sonho enorme, mas também sabíamos o tamanho do caminho que precisaríamos percorrer”, afirmou.
Para a treinadora, chegar ao título mundial representa a concretização de um trabalho construído durante anos.
“Hoje, olhar para essas meninas e poder dizer que somos campeãs mundiais é algo quase surreal. É a realização de um sonho que foi construído todos os dias, durante muitos anos”, completou.
As conquistas em Frankfurt colocam o Brasil definitivamente entre as principais seleções de conjunto da ginástica rítmica mundial e fortalecem a expectativa para o próximo grande objetivo: os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.



