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Brasil faz história e conquista dois ouros inéditos no Mundial de Ginástica Rítmica

Seleção brasileira venceu as finais de cinco bolas e da série mista em Frankfurt, na Alemanha, e consolidou a melhor campanha do país na história da competição

Brasil faz história e conquista dois ouros inéditos no Mundial de Ginástica Rítmica
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A ginástica rítmica brasileira viveu um domingo histórico. A Seleção Brasileira conquistou, no dia 16 de agosto, duas medalhas de ouro no Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica, disputado em Frankfurt, na Alemanha. Foram os primeiros títulos mundiais do Brasil nas provas de conjunto.


As brasileiras subiram ao lugar mais alto do pódio nas finais de cinco bolas e da série mista, disputada com três arcos e dois pares de maças. Nas duas apresentações, o conjunto recebeu a mesma nota: **29.450 pontos**.

O conjunto brasileiro convocado para o Mundial foi formado por Julia Kurunczi, Maria Eduarda Arakaki, Maria Paula Caminha, Mariana Vitória Pinto, Nicole Pírcio e Sofia Madeira, sob o comando da treinadora Camila Ferezin. Em cada série, cinco ginastas entram no tablado.

Ouro nas cinco bolas com melhor nota da temporada

O primeiro título veio na final de cinco bolas. Embalado por “Feeling Good”, na interpretação de Michael Bublé, o Brasil fez uma apresentação praticamente sem falhas e recebeu 29.450 pontos, a maior pontuação da temporada na prova.

A nota superou os 29.250 pontos alcançados pelas brasileiras durante o Campeonato Pan-Americano, realizado em junho, no Rio de Janeiro, que até então representava a melhor marca da equipe em competições internacionais em 2026.

No Mundial, o desempenho colocou o Brasil à frente de duas potências da modalidade. A China ficou com a medalha de prata, com 28.900 pontos, enquanto a Bulgária conquistou o bronze, com 28.400.

O resultado ganhou ainda mais importância por colocar o Brasil, pela primeira vez, no topo do pódio mundial de uma final por aparelhos de conjunto.

Brasil repete nota e leva segundo ouro

Pouco tempo depois, as brasileiras retornaram ao tablado para a final da série mista, com três arcos e dois pares de maças.

Ao som de “Abracadabra”, de Lady Gaga, o conjunto voltou a executar uma série de alto nível e novamente recebeu **29.450 pontos**.

A Espanha terminou em segundo lugar, com 29.050 pontos, e a Bulgária completou o pódio com 28.750.

O resultado teve um significado especial porque, no Mundial de 2025, realizado no Rio de Janeiro, o Brasil já havia conquistado uma medalha de prata histórica no conjunto geral, mostrando a evolução da modalidade no país.

Campanha histórica também garantiu vaga olímpica

Os dois ouros fecharam uma campanha ainda maior da Seleção Brasileira em Frankfurt.

No sábado (15), o Brasil já havia conquistado a medalha de bronze no conjunto geral, com 55.500 pontos, resultado que garantiu ao país uma vaga antecipada nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

A Espanha foi campeã do conjunto geral, com 57.450 pontos, enquanto o Japão ficou com a prata, com 56.700. O Brasil terminou em terceiro.

Com isso, a delegação brasileira encerrou o Mundial com três medalhas no conjunto: dois ouros nas finais por aparelhos e um bronze na prova geral.

De 26ª do mundo ao topo

A treinadora Camila Ferezin destacou a transformação vivida pela ginástica rítmica brasileira ao longo dos últimos anos.

“Quando assumi a seleção brasileira, éramos a 26ª equipe do mundo. Existia um sonho enorme, mas também sabíamos o tamanho do caminho que precisaríamos percorrer”, afirmou.

Para a treinadora, chegar ao título mundial representa a concretização de um trabalho construído durante anos.

“Hoje, olhar para essas meninas e poder dizer que somos campeãs mundiais é algo quase surreal. É a realização de um sonho que foi construído todos os dias, durante muitos anos”, completou.

As conquistas em Frankfurt colocam o Brasil definitivamente entre as principais seleções de conjunto da ginástica rítmica mundial e fortalecem a expectativa para o próximo grande objetivo: os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

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