O acidente aconteceu por volta das 18h30, enquanto o menino andava de bicicleta no quintal da residência da família.
A mãe da criança, a empresária Mariana Fonseca, contou que estava preparando o jantar quando o filho entrou em casa reclamando de ardência no pescoço.
Ao verificar o que havia acontecido, ela percebeu um corte provocado por uma linha de pipa com material cortante. O menino foi levado para receber atendimento médico.
O cerol é uma mistura abrasiva aplicada em linhas de pipa, geralmente produzida com cola e vidro moído ou outros materiais cortantes. O produto aumenta o risco de acidentes graves envolvendo crianças, pedestres, ciclistas e motociclistas.
Após o atendimento do filho, Mariana procurou uma delegacia e registrou a ocorrência. O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil de Parnaíba para tentar identificar o responsável pela linha.
Durante o mês de agosto, Parnaíba costuma registrar ventos mais fortes, o que aumenta a prática de soltar pipas na região. A família relatou que a atividade ocorre com frequência nas proximidades da residência.
Uso pode gerar responsabilização criminal
O Código Penal prevê pena de três meses a um ano de detenção para quem expõe a vida ou a saúde de outra pessoa a perigo direto e iminente, quando a conduta não constituir crime mais grave. Dependendo das consequências, o responsável também poderá responder por lesão corporal ou outro crime definido durante a investigação.
Um projeto que proíbe e tipifica especificamente a fabricação e o uso de cerol e outras linhas cortantes em todo o país foi aprovado pela Câmara dos Deputados, mas ainda tramita no Senado Federal.
A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias do acidente e buscar informações que ajudem a identificar quem soltava a pipa no momento em que a criança foi atingida.



