Catrina fazia parte do Núcleo de Operações com Cães (NOC), da Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), e atuava diretamente com equipes do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc).
Segundo informações divulgadas por veículos locais, a cadela morreu em decorrência de um quadro de erliquiose, conhecida como doença do carrapato, agravado por uma infecção. O comunicado inicial da SSP-PI sobre o falecimento não detalhou a causa da morte.
Mais de 2,6 mil ações policiais
Entre 2022 e 2026, Catrina participou de 2.671 ações de busca e apreensão. De acordo com os dados divulgados pela Segurança Pública, as operações das quais participou contribuíram para a apreensão de aproximadamente 4,5 toneladas de drogas e 226 armas de fogo.
A atuação foi aumentando ao longo dos anos. Foram 217 ações em 2022, 380 em 2023, 562 em 2024, 893 em 2025 e outras 619 em 2026.
Treinada para detectar entorpecentes, Catrina acompanhava policiais em cumprimento de mandados, buscas em residências, veículos e outros locais investigados. O faro especializado auxiliava na localização de drogas escondidas em pontos que poderiam passar despercebidos em uma busca convencional.
Cortejo pelas ruas de Teresina
Como reconhecimento pelos serviços prestados, policiais e integrantes das forças de segurança realizaram um cortejo fúnebre em homenagem à K9.
A despedida começou na sede do Denarc, no bairro Parque Ideal, zona Sudeste de Teresina, e seguiu até o Cemitério Bom Descanso Pet, no bairro Angelim. Durante o trajeto, o cortejo passou pelos canis da Polícia Militar, do NOC/FEISP e da Guarda Municipal.
Momentos de oração e uma salva de tiros também marcaram a homenagem prestada à cadela policial. Após as cerimônias de despedida, Catrina será cremada.
Homenagens de policiais
A morte também provocou manifestações de integrantes da Segurança Pública. O superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, Matheus Zanatta, publicou mensagem lamentando a perda e destacando o legado deixado por Catrina.
A policial civil Adriana Sousa, que atuou como operadora de Catrina, também destacou a importância da cadela para a expansão do trabalho com cães nas forças de segurança do estado. Segundo ela, a atuação da K9 ajudou outras instituições a reconhecerem a importância do emprego de cães especializados nas operações policiais.
Catrina permaneceu em atividade até próximo da aposentadoria.
O que significa K9?
A expressão K9 é utilizada internacionalmente pelas forças de segurança para identificar cães treinados para atividades policiais. A pronúncia em inglês de “K9” se aproxima de canine, palavra que significa “canino”.
Dependendo da especialização, esses cães podem atuar na localização de drogas, armas, explosivos, pessoas desaparecidas e outros materiais. Catrina se destacou principalmente na detecção de entorpecentes e chegou a participar também de treinamento voltado à busca de pessoas por odor específico.
A morte encerra uma trajetória de quatro anos de atuação operacional registrada entre 2022 e 2026 e deixa Catrina como uma das figuras mais conhecidas do trabalho especializado com cães na segurança pública piauiense.



