Os motociclistas representam, de longe, a maior parcela das vítimas: foram 786 mortes, o equivalente a aproximadamente 67% de todos os óbitos registrados no período.
É importante destacar que os números não correspondem exclusivamente a acidentes ocorridos nas ruas e avenidas de Teresina. O levantamento também contabiliza pessoas que sofreram acidentes em outros municípios, foram transferidas para atendimento médico na capital e morreram em unidades de saúde teresinenses.
Motociclistas lideram número de mortes
Depois dos motociclistas, os pedestres aparecem como o segundo grupo com maior número de vítimas fatais, com 148 mortes.
Na sequência estão os ocupantes de automóveis, com 74 óbitos, e os ciclistas, com 71.
O levantamento completo registra:
786 motociclistas;
148 pedestres;
74 ocupantes de automóveis;
71 ciclistas;
67 vítimas de acidentes de transporte terrestre não especificados;
10 mortes em outros acidentes de transporte;
5 ocupantes de veículos de transporte pesado;
3 vítimas envolvendo triciclos motorizados;
3 mortes classificadas em outros acidentes de transporte não especificados;
2 ocupantes de caminhonetes.
Somadas, as categorias chegam aos 1.169 óbitos registrados pela FMS.
Os dados são acompanhados pelo Núcleo de Eventos Vitais (NEV) e pelo Núcleo de Vigilância em Violência e Acidentes (Nuviva), ligados à Fundação Municipal de Saúde.
FMS reforça importância da prevenção
Para Gina Quirino, chefe do Nuviva, a gravidade de alguns acidentes faz com que as vítimas não tenham sequer a oportunidade de receber atendimento hospitalar.
Segundo a gestora, os dados reforçam a necessidade de ampliar campanhas de conscientização, fiscalização e outras estratégias voltadas à prevenção de acidentes.
Entre as principais medidas recomendadas estão não dirigir após consumir bebida alcoólica, não utilizar celular ao volante, evitar conduzir veículos com sono e respeitar as normas de trânsito.
O uso de equipamentos de proteção, como capacete, cinto de segurança e cadeirinhas adequadas para crianças, também pode reduzir a gravidade das lesões em caso de acidente.
Acidentes também pressionam rede de saúde
Além do impacto humano, os acidentes de trânsito mobilizam uma ampla estrutura da rede pública de saúde.
Segundo Edson Cipriano, diretor médico do Samu Teresina, uma ocorrência pode demandar atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, UPAs, hospitais, profissionais de emergência, exames, cirurgias, internações e, nos casos mais graves, longos períodos de reabilitação.
Para a FMS, o monitoramento dos dados permite identificar os grupos mais atingidos e direcionar políticas públicas para tentar reduzir tanto a quantidade quanto a gravidade dos acidentes.
Semana Nacional de Trânsito
A divulgação dos números acontece durante a Semana Nacional de Trânsito em Teresina, realizada entre os dias 18 e 25 de setembro.
Instituições que integram o Programa Vida no Trânsito desenvolvem ações educativas e de sensibilização, incluindo blitzes, com o tema “Mais atenção. Mais respeito. Mais vidas”.
Os números da FMS reforçam especialmente a preocupação com os motociclistas, que respondem por mais de dois terços das mortes contabilizadas em Teresina desde 2022.



