A desistência ocorre a 12 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A data da votação é confirmada pelo calendário divulgado pela Justiça Eleitoral.
Gyselle integrava a chapa proporcional da Federação União Progressista, formada por Progressistas (PP) e União Brasil. Ela concorria com o nome de urna Gyselle Cajuína e o número 1112. Antes da renúncia, o registro da candidatura constava como deferido.
Renúncia foi apresentada como definitiva
De acordo com informações divulgadas sobre a decisão, o pedido foi apresentado pela própria candidata no processo de registro e declarou a renúncia de forma voluntária e definitiva.
Com a homologação, foi determinada a atualização da situação da candidatura nos sistemas da Justiça Eleitoral e a comunicação da decisão ao partido.
Até a publicação das informações consultadas, Gyselle não havia divulgado publicamente as razões que motivaram a saída da disputa.
Campanha recebeu R$ 895 mil
A desistência acontece depois de mais de um mês de campanha eleitoral e com movimentação financeira já registrada.
Dados públicos da campanha citados por veículos locais apontam aproximadamente R$ 895 mil em receitas recebidas e mais de R$ 500 mil em recursos utilizados até o momento da renúncia. O limite de gastos estabelecido para a candidatura a deputada federal era de cerca de R$ 3,17 milhões.
A renúncia não encerra a obrigação de prestar contas à Justiça Eleitoral. Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), candidatos que renunciam ou desistem precisam apresentar a prestação de contas referente ao período em que participaram do processo eleitoral, mesmo que não tenham realizado campanha.
Gyselle havia ingressado no PP em 2025
Conhecida nacionalmente pela participação no Big Brother Brasil, Gyselle Soares formalizou sua filiação ao Progressistas em dezembro de 2025 e, posteriormente, anunciou a pré-candidatura à Câmara dos Deputados pelo Piauí.
Com a homologação da renúncia, seu nome deixa a disputa proporcional pelo Piauí a menos de duas semanas da votação do primeiro turno.
A Justiça Eleitoral deverá manter atualizados os sistemas de consulta pública com a nova situação da candidatura.



