“Quem ganhar a eleição, eu vou sentar à mesa para buscar investimentos para o meu Piauí”, declarou.
A postura chama atenção porque Joel conta com o apoio do PL na disputa pelo Governo do Piauí, mas não declarou reciprocidade ao partido na corrida presidencial. A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, caminha nacionalmente por uma posição de neutralidade no primeiro turno. Situações semelhantes ocorrem em outros estados, onde partidos da federação mantêm alianças estaduais com o PL sem assumir apoio formal a Flávio Bolsonaro.
Ao explicar sua posição, Joel utilizou como exemplo o período em que administrou Floriano e lembrou que, como prefeito, precisou manter relação institucional com presidentes de diferentes campos políticos.
“Fui prefeito e trabalhei com Lula, Dilma, Michel e Bolsonaro. Eu estou apenas trabalhando e quero trabalhar pelo Piauí”, afirmou.
Questionado novamente sobre uma possível preferência na disputa pelo Palácio do Planalto, Joel reforçou que não pretende vincular sua candidatura estadual a um dos presidenciáveis.
“Não me interessa quem vai ser o presidente. Vou me juntar à bancada federal, vamos sentar à mesa e trazer os investimentos para o Piauí”, declarou.
A neutralidade presidencial se tornou um dos pontos políticos da candidatura de Joel nesta campanha. Enquanto o PL integra o campo de apoio ao progressista no Piauí, o candidato procura manter seu discurso estadual distante da polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.
A estratégia permite que Joel dialogue com diferentes segmentos do eleitorado, principalmente em um estado onde Lula possui forte presença eleitoral, ao mesmo tempo em que sua candidatura reúne forças políticas ligadas à direita e ao centro-direita.
Com o avanço da campanha, a posição de Joel sobre a eleição presidencial tende a continuar no centro das discussões, principalmente diante da cobrança por uma definição sobre quem estará no palanque nacional de seu grupo político.



