A investigação foi conduzida pelo Núcleo Investigativo de Feminicídio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, o DHPP. Segundo a delegada Nathalia Figueiredo, a vítima morava sozinha e já conhecia o investigado, que realizava serviços de jardinagem na região e era sobrinho de um vizinho.
Conforme o relato prestado à polícia, a mulher acordou durante a madrugada com o homem sobre seu corpo e percebeu que ele estaria tentando praticar violência sexual. Ela conseguiu reagir e começou uma luta corporal com o suspeito.
Durante as agressões, a vítima foi atingida diversas vezes com um objeto cortante, sofrendo ferimentos na cabeça, rosto, tórax e membros superiores. Segundo a investigação, ela chegou a perder um dedo da mão esquerda em razão da violência do ataque.
Vítima fingiu estar morta para sobreviver
Em meio às agressões, a mulher decidiu fingir que estava morta. Segundo a Polícia Civil, o investigado acreditou que ela havia falecido e deixou a residência levando um aparelho celular e perfumes.
Depois que o homem deixou o imóvel, a vítima conseguiu pedir ajuda. A Polícia Militar foi acionada e localizou Francisco Diego poucas horas depois. Ele foi preso em flagrante por uma equipe do 6º Batalhão.
Facão havia sido usado em serviço de jardinagem
As investigações apontam que, horas antes do crime, a própria vítima havia entregue ao investigado um facão para que ele realizasse um serviço de jardinagem no imóvel.
Segundo o depoimento da mulher, a ferramenta estava sem fio adequado. A Polícia Civil considera que essa condição pode ter contribuído para que os golpes não fossem fatais.
O investigado chegou a apresentar versões diferentes sobre o objeto utilizado durante o ataque. A delegada responsável pelo caso informou que as características das lesões são compatíveis com o uso de um facão.
Investigado nega tentativa de estupro
Durante o interrogatório, Francisco Diego negou ter tentado cometer violência sexual. Segundo a versão apresentada por ele à polícia, a intenção seria praticar um crime patrimonial. A declaração diverge do relato prestado pela vítima e dos elementos considerados pelos investigadores.
Com a conclusão das diligências, a Polícia Civil formalizou o indiciamento pelos três crimes e encaminhou o inquérito à Justiça.
O procedimento agora ficará à disposição do Ministério Público, que deverá analisar as provas e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia contra o investigado. Ele permanece à disposição da Justiça.



