De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam acessos laterais e áreas menos expostas às câmeras de segurança para entrar e sair do condomínio. Durante os furtos, usavam roupas compridas, luvas e objetos para esconder o rosto.
Relógios de luxo, joias, equipamentos eletrônicos, dinheiro em reais e moeda estrangeira, além de armas de fogo, estão entre os bens levados das residências.
Morador teria ajudado na entrada e saída dos suspeitos
No decorrer das diligências, os investigadores identificaram um morador apontado como responsável por dar suporte ao grupo.
A Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária do suspeito e mandados de busca e apreensão. As medidas foram autorizadas.
Após ser preso, o homem admitiu, segundo a polícia, que buscou duas pessoas na Rodoviária de Teresina e facilitou a entrada delas no condomínio.
Ainda conforme a investigação, após os furtos, o morador levou novamente os dois suspeitos para a rodoviária. Na ocasião, eles carregavam sacolas.
O investigado também afirmou ter ficado com um relógio de luxo e dinheiro em moeda estrangeira provenientes dos crimes.
Com os novos elementos obtidos no interrogatório, a Polícia Civil pediu a conversão da prisão temporária em preventiva. O pedido foi aceito pela Justiça, e o morador permanece preso à disposição do Poder Judiciário.
Relógios, veículo e celulares foram apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam relógios relacionados à investigação, um veículo e aparelhos celulares.
Em outro endereço alvo das diligências, também foram encontradas munições. A ocorrência resultou na abertura de um procedimento separado.
Outras três pessoas foram presas em Timon
As investigações também resultaram na prisão de outras três pessoas em Timon, no Maranhão.
Segundo a Polícia Civil, entre os presos está um homem que era considerado foragido por um assalto praticado contra um empresário em 2024, no município de Altos, no Piauí.
Outro detido já havia sido preso anteriormente por envolvimento em assalto a banco. Ao todo, quatro pessoas foram presas no decorrer das diligências relacionadas à investigação.
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil afirma ter conseguido reconstruir a dinâmica dos furtos, identificar o papel atribuído ao morador e reunir elementos sobre a participação dos demais investigados.
O caso segue agora sob responsabilidade da Justiça para os procedimentos legais.



