Os investigados foram identificados como Francisco Erik, Francisco das Chagas, Tharso Carvalho e Ronaldo Rodrigues. Segundo a Polícia Civil, três deles já foram presos e permanecem no sistema prisional. Ronaldo Rodrigues ainda não foi localizado.
Todos foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e organização criminosa.
De acordo com a investigação, Francisco Gustavo tinha esquizofrenia e fazia uso de drogas. No dia anterior ao crime, ele teria furtado o aparelho celular da própria mãe.
A Polícia Civil apurou que, em outras ocasiões, a mulher acionava as forças de segurança durante momentos de crise do filho. Com o tempo, porém, integrantes de uma organização criminosa que atuava na região teriam passado a ameaçá-la e exigido que ela procurasse o próprio grupo em vez da polícia.
Após o desaparecimento do celular, a mãe teria entrado em contato com integrantes da facção.
Vítima teria sido submetida a “tribunal do crime”
Segundo o DHPP, Francisco Gustavo foi levado pelos suspeitos e submetido a uma sessão de tortura conhecida no meio criminoso como “tribunal do crime”.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas encontrou a vítima já sem vida.
Os levantamentos realizados durante a investigação apontaram que Francisco Gustavo sofreu fraturas no pescoço e na coluna, além de diversos ferimentos na região do tórax.
A Polícia Civil reuniu depoimentos e outros elementos que, segundo o inquérito, permitiram identificar os quatro suspeitos de envolvimento direto no crime.
Suspeito apontado como líder segue foragido
Ronaldo Rodrigues é apontado pela investigação como uma das principais lideranças do grupo criminoso e permanece sendo procurado pelo DHPP.
Segundo o delegado Danúbio Dias, responsável pelo caso, a identificação do suspeito exigiu um trabalho mais aprofundado dos investigadores.
“Ele é o indivíduo que os demais integrantes mais temem, assim como a própria população da comunidade. A única fotografia que conseguimos dele é de 2002, uma imagem em preto e branco. Ele já possui antecedentes por roubo desde a década de 1990 e início dos anos 2000. Foi difícil para o DHPP identificá-lo, mas conseguimos. Agora, o departamento trabalha para efetuar sua prisão”, afirmou o delegado.
As buscas pelo investigado continuam.
Mãe da vítima não foi indiciada
A mãe de Francisco Gustavo não foi indiciada no inquérito.
Conforme o DHPP, a investigação concluiu que ela estava em situação de vulnerabilidade social e teria sido coagida pelos integrantes da organização criminosa.
Após o assassinato do filho, a mulher precisou deixar o bairro onde morava por questões de segurança.
Com a conclusão do inquérito, o caso deverá seguir para análise do Ministério Público e da Justiça. Os três suspeitos presos permanecem à disposição do Poder Judiciário, enquanto as equipes continuam trabalhando para localizar Ronaldo Rodrigues.



